Tentando entender o conceito da trindade

 ⚠️T E N T A N D O    E N T E N D E R    O C O N C E I T O    T R I N I T Á R I O🤔💡🧠👀



***Embora a trindade seja um assunto comumente aceito dentro da maioria das religiões cristãs, no geral, os crentes não se dão conta das implicações teológicas e, com mesmo peso, das questões históricas que envolvem o tema. Na verdade, a grande maioria dos cristãos tanto praticantes como não praticantes responderiam se perguntássemos a eles: “Jesus é... [o próprio Deus] ou Filho de Deus?” que Jesus é

Filho de Deus. 

Quando se fala em trindade muitos [conheço pessoalmente muitos]  nem sabem exatamente do que se trata, apenas ouvem e preferem não se aprofundar a respeito, pois diz-se que é um mistério insondável, e aceitam esse dogma por fé [uma fé baseado em tradições e em textos sem anexo com a contextualização geral das Escrituras, digo por experiência própria]  por haverem aprendido assim, mas têm muita muita dúvidas sobre esse ensinamento. Outros buscam entender, mas se sentem confusos e vivem eternamente em conflito com seus pensamentos

sobre o assunto, por não conseguirem equacionar o que aprenderam de seus ensinadores ao se depararem com a informação completa que a Bíblia apresenta a respeito de Jesus Cristo, e não se

sentem à vontade para questionar; e há, ainda, aqueles que tentam justificar a existência da trindade dentro da Bíblia com argumentos teológicos via de regra complexos, abstratos e virtualmente paradoxais. Mas, em qualquer nível, todos os que tentaram sistematizar o dogma da trindade são unânimes em colocá-la na classe das coisas insondáveis e inalcançável pela mente humana e

reconhecem que “As tentativas para racionalizar a doutrina têm produzido ensinos contraditórios”

156 >>>[■ vide a nota em baixo deste texto].


Não é uma doutrina que possa ser popularizada com base em conhecimento porque não pode ser satisfatoriamente explicada e muito do esforço para se tentar explicar decorreu “da síntese entre as

Escrituras e a filosofia grega” 157 que estão fora do alcance dos pequeninos, e, talvez, apenas à disposição de certos “sábios e entendidos” (Mt. 11.25), que fazem uso particular do conhecimento para tentar tornar palatável teses muitas vezes desconexas com a verdade das Escrituras.

Na verdade, muitos dos conceitos que hoje dão base as definições trinitárias foram outrora

rejeitadas pela igreja, mas com o avançar da corrupção doutrinária promovida pelo desvio do ensino bíblico original, esses mesmos conceitos foram incorporados ao seio cristão de onde se permitiu a artificialização das ideias trinitárias, como reconhece um dos defensores do dogma, o Cardeal Joseph

Ratzinger (também conhecido como o Papa Bento XVI): “Todos os grandes conceitos básicos da doutrina trinitária já foram condenados algum dia: todos foram aceitos apenas depois de terem passado pela frustração de uma condenação; eles só valem enquanto trazem a marca da inutilidade,

pois foram aceitos apenas como nada mais do que balbucios imperfeitos. O conceito de ‘persona” (prosopon), já o dissemos, foi condenado uma vez; o termo central homoousios (da mesma natureza do

Pai) que, no século IV, se transformou em bandeira da ortodoxia, tinha sido condenado no século III; a ideia de ‘proceder’ também já sofreu uma condenação, e assim poderíamos continuar mencionando outras formulações.” e conclui “a doutrina trinitária só é possível como teologia frustrada”

158. Outros católicos reconhecem que “A palavra [homoousios] só foi adotada em virtude da obrigação imposta

pela aliança entre certos bispos e o imperador Constantino” 159.

 Deve-se ter claro em mente que a trindade conforme concordam todos os estudiosos sobre o tema, sejam trinitarianos ou não, que “A Bíblia não ensina explicitamente a visão trinitária de Deus” 160 [ e quem disser que sim ( que a Bíblia ensina claramente o Dogma trinitário) está ou enganado no caso equivocado ou está mentindo deliberadamente].


Não há passagem do Antigo Testamento que a indique, sem que se ▪force o texto. Absolutamente nenhum dos escritores do Novo Testamento ensinou acerca da trindade. Ainda que haja trinitariano que chega a alegar que a Bíblia “Além de afirmar que Deus é um em natureza ou essência, as Escrituras

também afirmam que há três pessoas distintas que são Deus.” 161. A segunda parte não parece ser realmente um fato reconhecido por outros pesquisadores, e o próprio Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, obra que defende uma trindade em Deus, apesar da posição que assume, mostra exatamente o contrário disso ao registrar que “O NT não contém a doutrina

desenvolvida da Trindade. 'Falta, na Bíblia, a declaração expressa de que o Pai, o Filho, e o Espírito Santo são de essência igual e, portanto, num sentido igual, o próprio Deus. 


Falta, também, a outra declaração expressa de que Deus é Deus assim, e somente assim, i.é, como o Pai, o Filho e o Espírito

Santo. Estas duas declarações expressas, que vão além do testemunho da Bíblia , são o conteúdo duplo da doutrina da Igreja acerca da Trindade'” 162 (Destaquei).


 Na mesma obra é declarado: “o cristianismo

primitivo não tinha uma doutrina explícita da Trindade, tal como foi subsequentemente elaborada nos credos da igreja primitiva.”

163


 O conhecido escritor Roger Olson em uma obra conjunta com Christopher Alan Hall, ambos trinitários, declara: “É compreensível que a importância dada a esta doutrina seja desconcertante para muitos cristãos leigos e estudantes. Em nenhum lugar é clara e

inequivocamente declarada nas Escrituras. Como pode ser tão importante, se não é explicitamente indicada nas Escrituras? … A doutrina da Trindade desenvolveu-se gradualmente após a conclusão do

NT no calor da controvérsia. A doutrina amadurecida da Trindade foi explicitada no século IV em dois grandes concílios ecumênicos: Niceia (325 d.C) e Constantinopla (381 d.C).”164. Bernhard Lohse, apesar de juntamente com os anteriormente citados manter uma posição trinitária, concorda que: “No Novo Testamento não se pode encontrar nada a respeito da doutrina da trindade propriamente dita” 165 . Vale destacar aqui que quando citamos esses #escritores #trinitários não estamos tentando fazê-los parecer bíblicos e contextuais possivelmente, nem é pretensão dizer que eles são menos trinitários que qualquer outro, mas mostrar que o trinitarismo não tem por base explícita as Escrituras Sagradas, mas o pensamento

humano, e que seus destacados ensinadores honestos sabem bem disso. O que esses homens, infelizmente, estão dispostos a fazer é insistir em manter, a partir da inferência humana, algo que a Bíblia não diz, e, além

de não dizer, informa explicitamente o contrário em versos como Jo. 17.3, Gl. 3.20 e etc.

Deve-se registrar, ainda, que nenhum dos chamados Pais da Igreja que viveram até o II

século ensinou a trindade #como #concebida #hoje. Atenágoras (que alguns admitem ter pertencido à seita fundada por Montano, do qual Tertuliano chegou a fazer parte), se considerarmos verdadeiras as afirmações atribuídas a ele, talvez seja da safra do II século o único que tenha falado mais claramente sobre a questão, mas mesmo assim o pesquisador J. N. D. Kelly registra “todos eles, incluindo Atenágoras, identificavam a geração do Logos e, consequentemente, Sua qualificação ao título de ‘Filho’ não com o momento em que teria sido originado dentro do ser da Divindade, mas como o instante de sua emissão ou expressão com vista aos propósitos da criação, revelação e redenção” 166.

Essa constatação de reconhecimento de origem e subordinacionismo é atestada inclusive por católicos ao falarem acerca de Hipólito também citam, dentre outros, Atenágoras nos seguintes termos:

“Hipólito testemunha a doutrina da Igreja sobre as Escrituras, fala da eucaristia como sacrifício, seguindo a Didaqué na aplicação da profecia de Malaquias (Ml 1,10s). Como Justino, Atenágoras, Teófilo e Tertuliano, é subordinacionista (ou seja, crê que o Filho se tornou uma pessoa divina subordinada ao Pai, Logos proferido ‘posteriormente’ para ajudá-lo na criação e no governo do

mundo)”167.

 A essa lista o trinitariano protestante Louis Berkhoff acrescenta outro dos chamados

“pais”: “Irineu também concebia o Logos como sendo, originalmente, razão impessoal em Deus, tendo se tornado pessoal por ocasião da Criação”168. Além desses Justo Gozález informa que “Novaciano não parece afirmar a geração eterna do Filho, nem sua existência eterna como uma segunda pessoa em Deus. Pelo contrário, o Filho ou Verbo estava eternamente no Pai até que um ato da

vontade do último fez o Filho estar com o Pai. Parece que mais uma vez temos aqui a distinção entre o Verbo interior169 e o Verbo expresso170, 171".

Mas, o que é a trindade? Trindade é o nome dado ao arranjo teológico que define Deus como sendo três pessoas ou hipóstases172 e uma só “substância” ou “ousia”173 , apesar de nenhuma dessas duas palavras terem sido empregadas no NT com o sentido que o trinitarismo propõe para designar

Deus. E apesar de essas palavras estarem contidas na Septuaginta o uso delas não legitima, do ponto de vista escriturístico, o sentido teológico trinitário que deram a elas, pois “É difícil afirmar que palavras como ousía e hypóstasis, citadas por H. B. Swete, possam ter sido adotadas sob a autoridade

teológica da LXX: na verdade, essas palavras possuem, na versão grega, sentidos concretos, não filosóficos”

174. 

Segundo o conceito trinitário o Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus, no

entanto, não são três deuses, mas um único e mesmo Deus consubstanciado em três pessoas/hipóstases ou modos individuais e conscientes de existência. Nesse sentido Deus não é um ser singular, no significado estrito da palavra, mas composto ou plural175.  Ou como preferem dizer para tornar mais

palatável: “Ele é singular em um sentido e plural em outro”. Também segundo esse conceito cada um não é menos Deus que os outros dois e os três juntos não são mais Deus que qualquer um deles individualmente. Agostinho176 chega a afirmar dogmaticamente que “na verdade substancial, não somente o Pai não é maior do que o Filho, mas que ambos juntos não são maiores do que o Espírito

Santo” 177.

 Mas, apesar disso, não se pode dizer, dentro desse conceito, que cada um deles

individualmente é Deus todo ou toda Divindade, pois Deus não é, segundo eles, uma única hipóstase ou pessoa, mas uma trindade, donde decorre que cada um dos três é considerado Deus plenamente, mas apenas em certo sentido, pois também se alega que “o Pai não é toda Divindade” 178, ou seja, as

pessoas da trindade são totalmente Deus, mas não a totalidade de Deus179. De modo que as pessoas da trindade tem algo que a trindade não tem e a trindade tem algo que as pessoas que a compõem não têm, e ainda assim, não existe uma quarta pessoa que seria a própria trindade naquilo que é distinta das três pessoas. Isso desemboca na proposta filosófica da relação “parte-todo” na Divindade180.


😰🙄😵Confuso? Sim, é muito confuso! Um verdadeiro emaranhado. Podemos sempre dizer que isto é fora do alcance dos pequeninos e reservado a certos “sábios” e “entendidos”, mas foi o caminho inevitável

da transformação do Deus único e um, no Deus três e um ao mesmo tempo. 

David Kemball-Cook, em seu trabalho intitulado “THE PROBLEM OF THE TRINITY:Is

there a middle way between modalism and tritheism?”181, apresentou o seguinte dilema: “O famoso problema da Trindade é que nenhuma maneira pode ser encontrada para definir uma Trindade com três Pessoas distintas de igual divindade, que também não implique em três deuses diferentes. Se as

pessoas são verdadeiramente distintas, com consciências, vontades, memórias e emoções separadas, e cada uma delas é divina, então são três deuses distintos. Se uma tentativa é feita para unir as Pessoas mais fortemente do que pela posse de uma natureza divina comum, então a distinção das Pessoas é

perdida e o resultado é o modalismo, um Deus com diferentes manifestações pessoais, propriedades ou modos de ser.”

182

As indagações começam a surgir diante de tal confusão: Como pode ser um Deus

pessoalmente único como as Escrituras reiteradas vezes o apresenta, se existirem três pessoas distintas que “são” ELE? São distintos de tal forma que o que você conversar com um não seria, necessariamente, o mesmo que conversar com o outro, e ao mesmo tempo se poderia dizer que o mesmo Deus conversa entre si em pessoalidades distintas. Você, por exemplo, não poderia perguntar ao Pai pela experiência de haver sido cravado na cruz, uma vez que ele “pessoalmente” não esteve lá e

só responderia por sua onisciência e não pela experiência do martírio. Essa abstração é um dos maiores motivos de os trinitarianos serem constantemente acusados de triteístas [ou unicistas ou ainda pior 'trinicistas' uma mistura de trinitário com unicista], mas tal classificação é a última coisa que um trinitariano deseja receber, pois isto o excluiria do monoteísmo ensinado na Bíblia sobre a qual se fundamenta a religião professadamente cristã. Para resolver esse grave problema, além de outros, se fizeram muitos e muitos estudos cujo objetivo era conseguir um linguajar convincente (ainda que não tenha conseguido até hoje resolver a deficiência argumentativa) e, ao mesmo tempo, popularizar cada vez mais o conceito; e isso durou, literalmente, centenas de anos183.

“No séc. II, o centro de gravidade da igreja e de sua teologia transferiu-se definitivamente do ambiente palestino para o mundo grego… O pensamento grego difere do bíblico sobretudo pelo fato de que, para o último, a verdade de Deus se revelou na história, ao passo que para os gregos, ela se baseia no ser

metafísico” 184. O Deus da história, o bíblico, sempre foi um, mas o Deus metafísico grego, podia ser trino. Jaroslav Pelikan reconhece que “A maioria da doutrina cristã foi desenvolvida em uma igreja sem qualquer conhecimento do texto original da Bíblia hebraica.”185 Passaram, então, a fazer uso do termo “substância”, palavra emprestada da filosofia grega e que passou a ser empregada como solução para o triteísmo que o dogma da trindade enseja. Pois se se dissesse que Deus é uma pessoa e três pessoas seria flagrante contradição. Deus passou a ser encarado, então, como algo que lhe tirou a

pessoalidade e personalidade individual, coisificando-o, e depois de coisificá-lo disseram “há nele três personalidades individuais”. Tal ideia encontra seu melhor defensor no latino Agostinho de Hipona,

que categoricamente diz: “Deus é, sem dúvida, uma substância...”186. Esse foi o único caminho encontrado pelos teólogos da trindade e parecem estar satisfeitos com uma definição acerca de Deus que não está na Bíblia. Desse modo podia-se dizer que Deus em vez de ser uma pessoa era uma

“substância” ou “essência” onde três187 pessoas ou “hipóstases” coexistem ou, como preferem alguns, subsistem188. Esse argumento sofreu inúmeras resistências e consequentes ajustes ao longo de sua

formação que, como já foi dito, durou centenas de anos, tanto por pessoas que se opuseram a ideia de um Deus composto, quanto por pessoas que até concordavam e achavam ser possível uma coigualdade entre Deus e seu Filho. Mas muitos destes últimos defendiam que uma doutrina para ser plenamente bíblica não deveria precisar de argumentos extrabíblicos, porém foi justamente o que aconteceu, pois para ser demonstrada de forma o mínimo aceitável, as ideias extrabíblicas precisaram fazer parte do ensino da trindade. Nesse ponto se verificou também a necessidade de influência político-eclesiástica para inibir as resistências e fazer essa crença ser aceita. O paradigma da necessidade da explicitude bíblica de uma doutrina para ela ser considerada cristã foi quebrado e o argumento para aceitar essa nova maneira de entender a Bíblia é que as Escrituras não proviam aos seus estudantes todos os termos necessários para expressar seu conteúdo doutrinário de forma satisfatória. 


Isso equivale a dizer que para o dogma “eleito” pela maioria dos cristãos como o mais importante da fé cristã, a Bíblia

sofre de insuficiência, pois não o expressou de forma direta e clara, e carece de termos e conceitos que não estão nela e que o defina de forma “plena”. R. N Champlin, apesar de apelar para o argumento do ministério como justificativa para se manter trinitário, assevera: “Ninguém encontrou ainda uma

maneira de fazer o trinitarismo corresponder ao monoteísmo absoluto, embora uma teologia muito complexa tenha sido criada nessa tentativa.”189.


No final das constas a única diferença entre o triteísmo e o trinitarismo é puramente

declarativa (ainda que muitos trinitários sejam absolutamente sinceros em acreditar que mantêm-se monoteístas). O primeiro grupo simplesmente alega haver três deuses distintos e interdependentes, e o

segundo alega que os três são o mesmo Deus, mesmo que sejam três com consciências independentes, mas permeadas pela onisciência da própria trindade, ainda que tal alegação não esteja na Bíblia. Ou

seja, o conceito acerca da trindade em vez de ser uma afirmação bíblica é, na verdade, meramente uma afirmação produzida por homens.

Todos que tenham estudado a trindade em algum grau dizem que é um mistério insondável, mas a Bíblia diz: “O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse 📖💡o revelou” (Jo. 1.18). Ora, se a

Bíblia diz que Jesus revelou Deus para nós, como pode a revelação que visa esclarecer alguma coisa tornar-se um mistério insondável muito maior, oculto e incompreensível de que no período anterior a

essa revelação?


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154 Constitui uma dissidência da Assembleia de Deus Italiana

155 Dentre os trabalhos produzidos por crentes unitarianos também podem se contados alguns dos mais belos hinos 

conhecidos no mundo, como “Nearer, my God, to Thee” ou “Mais perto, meu Deus, de ti”, composto pela unitariana 

Sarah Fuller Flower. Hoje uma versão deste hino aparece no hinário oficial da Assembleia de Deus no Brasil, a Harpa 

Cristã.

156 Apêndice: Esboço de Doutrinas Crista da Bíblia de Estudo Vida Nova – 12ª Edição 1989, pág. 333.

157 Kevin J. Vanhoozer em A Trindade, As Escrituras e a Função do Teólogo – Contribuição para uma Teologia 

Evangélica – Edições Vida Nova – 2015, pág. 8.

158 Josseph Ratzinger em Introduão ao Cristianismo, 8ª Edção 2017 – Reimpressão de 2017 – Edições Loyola, pág. 128.

159 Marguerite Harl, Billes Dorival & Olivier Munnich em A Bíblia grega dos Setenta – Do judaísmo helenístico ao 

cristianismo antigo, Edições Loyola, 2007, pág. 273.

160 Millarde J. Erickson em Teologia Sistemática, Edições Vida Nova - 1ª Edição 2015 – pág. 315

161 Walber Gustavo & Leonardo Gomes, em Doutrina da Trindade: Desenvolvimento Bíblico-Histórico, Editora Bereia –

2014, pág. 14.

162 New International Dicitionary of New Testament Thologgy, Brown, Colin, 1932, God, vol 2, p84, J. Schneider, 

citando Karl Barth, Church Dogmatics, I. 1.437

163 Lothar Coenen & Colin Brown, Edições Vida Nova - 2000, Vol 1, págs 647 e 648 

164 The Trinity (A Trindade), p. 1,2 - Wm. B. Eerdmans Publishing Co. - 2002

165 A Fé Cristã Através dos Tempos, Bernhard Lohse, Ed. Sinodal – 1972 – Pág. 44.

166 J. N. D. Kelly em Doutrinas Centrais da Fé Cristã, pg. 74

167 http://www.bibliacatolica.com.br/ ou http://www.veritatis.com.br/antigo/8691-cisma-na-igreja

168 Louis Berkhof em História das Doutrinas Cristãs – PES – 2015, pág. 65

169 Logos endiathetos

170 Logos prophorikos

171 Justo L. González em Uma História do Pensamento Cristão, Ed. Cultura Cristã, 2ª Edição Revisada, 2015, vol. I, pág.

223

172 Segundo o Dicionário Grego do Novo Testamento de Carlo Rusconi, Ed. Paulus, a palavra grega hipóstase 

(ὑποστάσις) significa “essência” ou “substância”, no entanto tal palavra aparece em II Co. 9.4, II Co. 11.17, Hb. 1.3, 

Hb. 3.14, Hb. 11.1, e em nenhuma delas se expressa esse sentido; sendo traduzido por “confiança” ou “fundamento”.

173 A palavra οὐσία (ousia), aparece no NT duas vezes em um único relato (Lc. 15.12,13), mas está longe de significar o 

que querem que ela signifique atualmente. Ali ela representa os bens de alguém, nada mais, nada menos.

174 Marguerite Harl, Billes Dorival & Olivier Munnich em A Bíblia Grega dos Setenta – Do Judaísmo Helenístico ao 

Cristianismo Antigo, Edições Loyola, 2007, pág. 272.175 É interessante ver alguns argumentos trinitários afirmando ser Deus não uma “mônada” estéril, mas um ente composto

que fazia companhia a sim mesmo na eternidade. Tal argumento parece ignorar o que significa ser Eterno, o que 

significa ser Deus. Deus é completo em si mesmo. Ainda que seja um, único e um só Deus, absolutamente nada lhe 

falta. Doutra sorte não seria DEUS.

176 Aurélio Agostinho, também conhecido como Santo Agostinho de Hipona, foi um importante bispo cristão e teólogo. 

Nasceu na região norte da África em 354 e morreu em 430. Em 395 passou a ser bispo, atuando em Hipona (cidade 

do norte do continente africano). Escreveu diversas obras, dentre as quais um tratado filosófico sobre a trindade, 

intitulado “A Trindade”. Segundo consta essa obra foi escrita entre 400 e 416 d.C.

177 Agostinho em A Trindade, Paulus Editora, 2ª Edição – 1994, pág. 484

178 Pág. 714

179 Essa definição de J. P. Moraland & William Lane Craig talvez encontrem resistência em Wayne Grudem que em sua 

teologia sistemática afirma “Deus existe eternamente como três pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo, e cada pessoa é 

totalmente Deus, e há um Deus” (grifei) - Systematic Theology (Leicester: IVP, 1994), p.226

180 J. P. Moraland & William Lane Craig em Filosofia e Cosmovisão Cristã – 2005, Ed. Vida Nova, Pág. 716

181 O PROBLEMA DA TRINDADE: Existe um meio-termo entre modalismo e triteísmo?

182 https://www.academia.edu/8617621/The_Problem_of_the_Trinity (consultado em 27/09/2021)183 Para transformar e tornar aceitável a ideia de que Deus seja uma composição de três pessoas co-iguais precisou-se, não

de poucos anos e nem aconteceu da noite para o dia. Foram necessários, praticamente, 500 anos quando a questão do 

"filioque" (o reconhecimento da processão do Espírito como sendo originário do Pai e do Filho. A imposição do 

“filioque” culminou, tempos depois, no cisma entre a igreja do oriente e do ocidente). Depois foi “conciliada” apenas 

pela parte ocidental da igreja. Isto se deu ao fato de a Bíblia em nenhum momento ensinar o dogma trinitário, pelo 

contrário. Por isso foi preciso quebrar a resistência dos primitivos cristãos e criar um contexto histórico político-

eclesial que permitisse a imposição dessa ideia como um dogma.

184 A Fé Cristã Através dos Tempos, Bernhard Lohse, 1972 – Sinodal - pag. 47.

185 Jaroslav Pelikan em A Tradição Cristã, Vol 1 – Uma História do Desenvolvimento da Doutrina – O Surgimento da 

Tradição Católica 100-600, 1ª Edição 2014, Ed. Shedd, pág. 42.

186 Idem, pág.193

187 Diz-se três pessoas, mas o conceito de “substância” aceita tantos se queira agregar à Deidade. Poder-se-ia, por 

exemplo, já que não existe nenhum prova de Jesus como sendo o Anjo de Yahweh manifesto no Antigo Testamento, 

alegar que o Anjo de Yahweh é, na verdade, também uma Pessoa Divina; portanto a quarta pessoa da “trindade”. 

Desse modo não mais se chamaria trindade mas "quaternidade". E, se considerarmos, ainda, as conclusões de 

Agostinho que disse haver Pai, Filho, Espírito Santo e também a união dos três como sendo o Deus Trindade, então já

seriam cinco pessoas ou entes na Divindade.

188 Algo que ficou perdido no tempo foi o fato de que o termo “substância” foi um artifício humano para adequar Deus à 

certa crença, e não passa de um valor atribuído a Deus, motivo pelo qual não se deve tomá-lo como certo ou como 

palavra final em uma possível “classificação” da Deidade.

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