ELOHIM: A PLURALIDADE DE DEUS?
***"ELOHIM: A PLURALIDADE DE DEUS?"
Pelo fato de a Bíblia não apresentar Deus como sendo uma essência e três hipóstases os trinitarianos buscam dentro da Bíblia tudo o que for possível para tentar provar alguma pluralidade de pessoas na deidade, e o fazem já com o primeiro versículo da Bíblia: “No princípio criou Deus”. “Deus” nas escrituras hebraicas é יםִהֹ לֱא” Elohim” que é a forma plural de Eloah, essa última é mais
comum nos livros poéticos, especialmente o de Jó.
Mas, aqui, talvez, caiba um brevíssimo introdutório sobre a aplicação prática do plural das línguas semíticas. Quando as pessoas buscam ver na palavra Elohim um indicativo de composição plural para poder abarcar a trindade parecem esquecer ou desconhecer que o plural hebraico é diferente de como usado na nossa e em muitas outras línguas. Um exemplo interessante disso pode ser
visto em Gn. 2.7 “E formou Yahweh Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.”, onde “fôlego de vida” é um plural “יםִּיַח תַמְׁשִנ) “nishmat
haiim). “Haiim” ou “Chaiim” significa VIDAS. Quando lemos a palavra de Deus à Caim em Gn. 4.10: “A voz do sangue do teu irmão clama” é, também, plural hebraico “יםִקֲעֹצָ יךִחָא יֵמּ ְד) “ demei achicha tzo'akim) literalmente “dos SANGUES de teu irmão CLAMAM”. José do Egito, por exemplo, é chamado de יֵנֹדֲא) uma forma do plural adonim = senhores) em Gn. 42.30. Também é chamado de “יםִ֣נֹדוֲא) “adonim) o senhor dos servos em Ml. 1.6, e o “rei cruel” de Is. 19.4. Em Jó 40.15 se fala do “behemote” (תֹמוֵהְב (que mesmo sendo uma palavra plural é traduzida como “O
behemote” ou “o hipopótamo”226, um singular, mas o singular sintático dessa palavra é “בהמה) “besta, animal - gado em geral). O plural ali foi usado para destacar “o grande animal”. Em Is. 1.3 “seu dono” é a correta tradução singular de uma expressão plural em hebraico “יוָלָעְּב .“Também em Jr. 3.4 onde se lê o singular “minha mocidade” se encontra um hebraico plural “הָתָ ֽא יַ רֻעְנ .“ ּ Em Pv. 14.30 as ARC de 1911 e 1969 e a ARM traduzem por “vida da carne” e atualmente por “vida do corpo” onde no original se lê יםִ רָׂשְּב) ְּbesarim), literalmente, “carnes”, mas a ideia é falar do corpo físico vivo. Ou seja, não é incomum no hebraico se enfatizar algo, de alguma forma, usando o plural, sem tornar esse algo,
de fato, plural ou composto. Isso é uma característica dessa e de outras línguas semíticas. No Alcorão, por exemplo, que é um escrito árabe e portanto de origem semita, encontramos inúmeras referências
de palavras plurais aplicadas a Deus e todos sabemos que nenhum muçulmano entende que ali esteja se referindo a um Deus composto. Apenas uma cultural ocidental produz alguma confusão a partir
desse propriedade das línguas semíticas.
Os dicionários trazem a tradução de Elohim como significando Deus ou deuses, e, em uma
tradução etimológica significa “poderes”, “governantes” ou “forças”. O contexto e os sinais linguísticos determinam o entendimento correto, já que “elohim” é uma palavra polissêmica227. Na questão contextual histórico-teológico tem-se bastante elementos para entendermos a palavra quando aplicada.ao Deus de Israel como sendo um único ser e não uma pluralidade de seres ou mesmo de pessoas.
A primeira implicação de se entender Elohim como uma pluralidade de seres ao aplicarmos
essa palavra ao Eterno Deus seria admitir sua tradução como “deuses”, já que Elohim não significa pessoas. Pessoas em hebraico é “תֹׁשָפְנ“ 228 (nephâshoth). Assim, usar Elohim como plural em Dt. 6.4 não revelaria um deus único, mas vários deuses. Admitir isso dentro de uma fé monoteísta seria cair
em em erro.
A ideia de “deuses” para Elohim é negada pelo critério linguístico quando essa palavra se
refere ao Deus de Israel, pois aparece mais de 2.400 vezes e somente em quatro delas o termo que a acompanha está também no plural. Todas as outras milhares de vezes os verbos, os pronomes e os adjetivos estão no singular. Inclusive em Gn. 1.1 יםִהֹ לֱא אָ רָּב יתִׁ ָּ אשֵ רְּב) ְּberê'shiyth bârâ' 'Elohiym).
“Bará” (אָ רָּב ( ָּé o verbo CRIAR e está na 3ª pessoa do singular, CRIOU.
No que tange à questão teológica vemos a afirmação que o Elohim que fez o céu e a terra é Yahweh asoth `beyomְּ (בְּיֹום עֲשֹׂות יְהוָה אֱלֹ הִים אֶרֶ ץ וְשָׁמָיִם 4.2. Gn em visto ser pode isto, Yahweh 'elohiym 'eretsveshâmâyim) “no dia em que Yahweh Elohim fez a terra e os céus”, aqui mas uma vez é aplicado o verbo no singular “FEZ”, confirmando o entendimento que Yahweh é um e não mais que
isto. O Universo criado pelo poder de um único ente é atestado também no Novo Testamento e isso pode ser lido em Ef. 3.9 “... Deus, que tudo criou por meio de Jesus Cristo”. Aqui se nota que Jesus é o meio, não o criador total. Tal constatação é sustentada também pelo texto áureo do monoteísmo bíblico.
Dt. 6.4 “Ouve, Israel, Yahweh nosso Elohim, Yahweh é UM”. Aqui não lemos que Yahweh é “um dos nossos Elohim”, mas o “nosso Elohim”. Algumas Bíblias traduzem por “único Senhor”, mas no original está simplesmente “דָחֶא הָהוְי) “Yahweh echad). דָחֶא) echad) é a palavra hebraica para o cardinal UM. Que a palavra Elohim aplicada ao Deus Eterno tem sentido singular é também E) “shadday êl 'aniy 'elohiym 'lo mer'vayyo (וַיֹּאמֶר לֹ ו אֱלֹ הִים אֲנִי אֵל שַׁ ַּדַּי 11.35. Gn em confirmada disse Elohim: Eu sou El Todo-Poderoso”. Este verso mostra que Elohim (um plural) tem significado de
EL (um singular) quando se refere ao Altíssimo. Leiamos, por exemplo, I Sm. 2.25 “Pecando homem contra homem, os juízes o julgarão; pecando, porém, o homem contra Yahweh, quem rogará por ele? ...”, a expressão “juízes” é tradução da palavra elohim - יםִהֹ לֱא ,tanto que há bíblias, como, por exemplo, a Bíblia de Jerusalém que prefere
traduzir “Se um homem comete uma falta contra outro homem, Deus o julgará; mas se pecar contra Iahweh, quem intercederá por ele?...”. Outro exemplo pode ser visto em Ex. 22.8 “Se o ladrão não for achado, então o dono da casa será levado diante dos juízes, a ver se não pôs a sua mão nos bens do
seu próximo.” Também juízes nesse verso é יםִהֹ לֱא - elohim. O simples fato da palavra poder ser traduzida por “juízes” e por “Deus” mostra que não há nenhuma implicitude de pluralidade na deidade por causa da palavra em si, pois os juízes eram representantes de Deus e não ELE próprio, e cada juiz
não era mais que uma pessoa, de modo que aplicar ou subentender algum “caráter trinitário” a palavra.elohim é plenamente arbitrário, pois nenhum juiz de Israel era componente de uma trindade.
A ideia de que haja alguma pluralidade de pessoas em Elohim só nasceu depois da tentativa de deificação do Filho de Deus, nos primeiros séculos da era cristã. Tal conceito na palavra Elohim não é expressa dentro da Bíblia. Se houvesse algum caráter plural nela, quando aplicada ao único e supremo ser, então, os escritores sagrados não a aplicaria a outros deuses (I Sm. 5.7b) ou a anjos (Sl.
8.4,5 com Hb. 2.6,7), demônios (Dt. 32.17) e até mesmo homens (Ex. 4.16; I Sm. 2.25), que sabemos não serem pluralidades de entes iguais ou coletivos dentro de si mesmos.
Outro detalhe muitíssimo importante sobre como devemos entender a palavra יםִהֹ לֱא
“elohim”, aplicada a Deus, dentro da Bíblia, nos é dada pelos tradutores da Septuaginta e os santos escritores do Novo Testamento, pois ambos usaram a palavra θεός (theos), um singular, quando em hebraico ocorria “elohim”, que é uma palavra plural, nessas citações, e não o seu equivalente imediato,
o plural grego θεοὶ (theoi), mostrando que o caráter da palavra quando é associado a um único ser ou ente não é plural ou de pluralidade, mas singular.
Embora já se tenha mostrado aqui que a palavra “elohim” não é usada como termo exclusivo designativo do Eterno e Verdadeiro Deus, o que por si só já eliminaria o requerimento de insinuação de composição plural na palavra quando aplicada a um único ente ou ser, alguns buscam em Gn. 1.26,
Gn. 3.22, Gn. 11.7 e Is. 6.8, provas de que Elohim quer realmente denotar uma pluralidade de pessoas na Deidade pelo fato de nesses versos constar o verbo ou pronome também no plural. Mas, vale a pena.lembrar que apenas 4 (quatro) ocorrências em mais de 2.400 (duas mil e quatrocentas) aparições
dessa palavra surgem esses raros plurais acompanhando, há quem ache 10 (dez), plurais, mas destes 6 (seis) não teriam sido vertidos para nossa língua. Nesse ponto as opções são: verificar se existem
ocorrências similares aplicadas a outras pessoas e se buscar entender contextualmente essas ocorrências, ou achar que a exceção dita a regra e passarmos a admitir que esses raros plurais devem ser a base para olharmos para todas as outras 2400 ocorrências da palavra sem complemento plural.
Atentemos, então, para os versículos requeridos e comparemos com outros onde expressões semelhantes aparecem e percebamos, de forma contextual, o que eles significam.
O Dr. Wayne Grudem, ao buscar evidências de um Deus plural no Antigo Testamento, cita
Gn. 1.26 e comenta em sua Teologia Sistemática: “O que o verbo no plural (‘façamos’) e o pronome no
plural (‘nossa’) significam? Alguns têm sugerido que são plurais de majestade, formas de linguagem que um rei usaria ao dizer, por exemplo, ‘Estamos contentes em ceder ao vosso pedido’. Contudo, no hebraico do AT, não há quaisquer outros exemplos de um monarca usando verbos no plural ou pronomes no plural referindo-se a si mesmo ou usando o ‘plural de majestade’, portanto não há
evidência que dê apoio a tal ideia.”
229 (fiz os destaques). O problema dessa afirmação é que ele parece não considerar todo o Antigo Testamento hebraico, já que o monarca Artaxerxes diz em Ed. 4.18 “A
carta que nos enviastes foi explicitamente lida diante de mim.”, adicione a essa informação o que pode ser lido também na passagem bíblica em Ed. 7.21, 24 “ E por mim mesmo, o rei Artaxerxes, ... Também vos fazemos saber”. Note que aquilo que o Dr. Grudem230 diz não existir, na verdade, está exemplificado na Bíblia e o maior problema disso são os leitores confiarem nessa informação dele, que
acreditamos não ser dolosa, mas certamente planta um engano. Além de Artaxerxes, dentro das Escrituras nem mesmo se precisa ser rei para falar de si mesmo no plural, veja o caso Daniel em Dn. 2.36 “Este é o sonho; também a sua interpretação diremos na presença do rei.”
E, mesmo fora da Bíblia, deveríamos considerar um registro feito das palavras de um rei citado na Escrituras. Flávio Josefo, em História dos Hebreus, registra as palavras de Ciro ao permitir a reconstrução do Templo de
Jerusalém nos seguintes termos: “Nós permitimos a todos os judeus que moram em nosso território e que querem voltar a seu país, que para lá se retirem com toda a liberdade, e que construam a cidade de Jerusalém e o Templo de Deus”. Assim, a ideia sugerida pelo Dr. Grudem não tem apoio dentro da
Bíblia nem fora dela. Apesar de alguns sugerirem ainda outros poucos versos como ensinando uma pluralidade em Deus por causa de verbos ou pronomes no plural ligados à palavra Elohim, eles realmente não poderão
ser utilizados com esse fim sem contestação por causa dos exemplos acima. Dentre eles podem ser citados Is. 6.8 “Depois disto ouvi a voz de Yahweh, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por
nós? ...” ou Gn. 3.22, 24 “Então disse Yahweh Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente ... E havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma
espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida.” Este último pode, inclusive, ser comparado à Ed. 7.21, 24 “ E por mim mesmo, o rei Artaxerxes, se decreta a todos os tesoureiros que estão dalém do rio que tudo quanto vos pedir o sacerdote Esdras, escriba da lei do
Deus dos céus, prontamente se faça ... Também vos fazemos saber acerca de todos os sacerdotes e levitas, cantores, porteiros, servidores do templo e ministros desta casa de Deus, que não será lícito impor-lhes, nem tributo, nem contribuição, nem renda.”. Veja que mesmo dizendo “um de nós” em Gn.
3, mais à frente, na mesma narrativa, encontramos “pôs” em vez de “pusemos”, analogamente em Esdras há expressões semelhantes, mostrando que essa não é uma construção de indicativo de pluralidade em um único ser, como se costuma requerer. O rei Artaxerxes disse “E por mim mesmo
… vos fazemos”, no entanto, ele não era mais de um ser individual, um homem.
Quando falamos de nós mesmos, podemos usar intercambialmente o “eu” e o “nós”, e essa forma de expressão não é estranha à Bíblia, ainda que com poucas ocorrências. Quando uma pessoa fala de alguém que usou esse tipo de interlocução não dirá “vocês disseram algo”, mas “você disse algo”, nem pensará que esse alguém é uma pluralidade, pois não haverá dúvida de se tratar de apenas UM ser ou ente; seja Deus ou homem. Isto se vê provado nessas passagens listadas. Se alguém ao falar no plural representasse ou significasse que nesse alguém há uma pluralidade, seria natural, então, que ao ser referido por outro, que esse alguém fosse referido também no plural, mas isso nunca acontece
na Bíblia. Tanto Deus, quanto Artaxerxes ou Daniel, apesar de haverem usado palavras plurais em relação a si mesmo, ninguém se dirige a eles com palavras plurais. Além do mais a Bíblia está repleta de, literalmente, milhares de ocorrências com o reconhecimento de que o uso de Elohim, aplicado ao Eterno e Verdadeiro Deus indica sempre Um, Único e Um Só e não um ser plural e nos sugere a necessidade de colocarmos esses raros versos com Elohim seguido de plural na perspectiva dessas
milhares de ocorrências do singular e não o contrário, sob pena que querer transformar exceção em regra.
Apenas para complementar o que está sendo dito leiamos ainda I Sm. 4.5-8 “E sucedeu que,
vindo a arca da aliança de Yahweh ao arraial, todo o Israel gritou com grande júbilo, até que a terra estremeceu. 6 E os filisteus, ouvindo a voz de júbilo, disseram: Que voz de grande júbilo é esta no arraial dos hebreus? Então souberam que a arca do Yahweh era vinda ao arraial. Por isso os filisteus se atemorizaram, porque diziam: Deus veio ao arraial. E diziam mais: Ai de nós! Tal nunca jamais
sucedeu antes. Ai de nós! Quem nos livrará da mão desses grandiosos deuses? Estes são os deuses que feriram aos egípcios com todas as pragas junto ao deserto”. Note-se aqui que quem via pluralidade no Elohim de Israel eram os pagãos politeístas filisteus: “Estes são os deuses que feriram aos egípcios”, e
nunca, em nenhum momento, o próprio povo de Elohim. A exemplo da palavra Elohim, há que ser notado que a palavra Senhor (Adon), inclusive se referindo a uma pessoa ou anjo, é, também, usada no plural no Antigo Testamento. (cf. Gênesis 24.9,
51; 39.19; 40.1), mas “adhoniy” em nenhuma das 195 ocorrências é usada para designar Deus.
O doutor William Smith da Universidade de Londres, um século atrás, foi descrito como o
'mais eminente lexicógrafo do mundo de língua Inglesa'. A seguinte afirmação encontra-se no
Dicionário Bíblico que o doutor Smith editou: “A forma plural Elohim tem dado origem à muita
discussão. A ideia fantasiosa de que se refere à trindade de pessoas na Divindade, dificilmente encontra agora algum partidário entre eruditos. Ou é o que os gramáticos chamam ‘plural de majestade’ ou então
denota a plenitude da força divina, a soma de poderes revelados por Deus”
231
. Além do mais devemos
lembrar que o termo no plural é usado tanto para se referir a vários deuses de uma só vez: Gn. 31.30; como a um deus pagão de forma individual: Em I Sm. 5.7b, Dagom é chamado de elohim, já em Jz.
11.24 o elohim é Quemós; Em I Rs. 18.24 Baal é um Elohim individual concorrente de Yahweh. A
palavra elohim também foi usada para referir-se aos anjos Sl. 8.5 ARA (cf Hb.2.7), e para referir-se
a homens, Sl. 82.1,6. O próprio Moisés recebeu de Deus a identidade de Elohim para atuar no Egito.
Ex. 4.16; 7.1.
Lembremos ainda que a Bíblia diz em I Jo. 4.24 “Deus é Espírito”. Se a palavra “Deus”
abarcasse uma pluralidade de pessoas em Deus, então o Pai é Espírito; o Filho é Espírito Vivificante e o Espírito Santo também é Espírito, desse modo precisaríamos esperar que a Bíblia nos dissesse “Deus 'é' EspíritoS” ou “Deus 'são' Espíritos”.
___________________
226 Almeida Revista e Atualizada.229 Wayne Grudem, Manual de Doutrinas Cristãs – Vida – 1ª Ed. 2005 (3ª reimpressão), pág. 109
230 Herman Bavinck também afirma isso, mas reconhece que o plural Elohim não pode ser aplicado à trindade: “O
plural, porém, não deve ser interpretado como um plural de majestade, que nunca é usado na Escritura, nem como uma
referência à Trindade”, (destaquei). Em Dogmática Reformada — Deus e a criação © – Editora Cultura Cristã – 1ª
Ed.2012, pág. 141



Comentários
Postar um comentário