POR QUE OS CRISTÃOS FORAM PERSEGUIDOS NO LIVRO DE ATOS?

 ***POR QUE OS CRISTÃOS FORAM PERSEGUIDOS NO LIVRO DE ATOS?***



Como todos sabemos o livro de Atos dos Apóstolos é um livro de cunho histórico que retrata os primeiros anos do recém-nascido cristianismo e as dificuldades surgidas naquela época.

Os seguidores do Messias pregavam a Jesus ressuscitado, mas nunca o identificaram como

sendo a encarnação do próprio Deus Todo-poderoso. Aliás, de todas as perseguições havidas nos Atos

dos Apóstolos não há um único levante dos judeus de um modo geral, ou mesmo dos fariseus, acusando os seguidores do Mestre da Galileia de o haverem reconhecido ou o anunciado como sendo o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Pelo contrário At. 3.13 atesta que Jesus é reconhecido como o filho deste: “O Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou a seu filho

Jesus”. Se o Deus dos pais glorificou a seu filho Jesus, isto significa que o Deus dos pais (Abraão, Isaque e Jacó) era o Pai de Jesus. Jesus não poderia ser Deus na época dos pais (e seria se fosse eternamente Deus) e ser excluído na identificação de que era o Deus desses pais, não é verdade? 


*Esta era a compreensão dos discípulos responsáveis por proclamar o evangelho logo após a assunção do Salvador. Se fosse uma realidade dos primeiros cristãos o ensino proposto pelo trinitarismo, então, teríamos a pregação em plena sinagoga e ruas (já que o objetivo da pregação inicial era alcançar Jerusalém, depois Samaria, toda Judeia e o resto do mundo, e primeiramente aos

judeus) da proclamação da existência de um Deus composto de três pessoas e que Jesus era um dos personagens dessa composição, um coigual com seu Pai, sendo, então, uma segunda pessoa de Yahweh. Ora, seria natural que os arautos da lei de Moisés os acusassem de forma veemente e alardeante de idolatria e/ou culto a um ser que foi visível pelo menos por 33 anos, em contraste com as Escrituras que dizem que Yahweh é invisível, o que os faria estar em flagrante oposição às próprias

palavras de Yahweh, que determinava não se cultuar ao visível Dt. 4.12,15,16 “Então o Yahweh vos falou do meio do fogo; a voz das palavras ouvistes; porém, além da voz, não vistes figura alguma ...Guardai, pois, com diligência as vossas almas, pois nenhuma figura vistes no dia em que o Yahweh, em.Horebe, falou convosco do meio do fogo; 16 Para que não vos corrompais, e vos façais alguma.imagem esculpida na forma de qualquer figura, semelhança de homem ou mulher” 

Tão inexistente foi uma pregação que apontasse três como sendo o mesmo Deus que, ao contrário de uma acusação direta, alguns precisaram subornar homens para levantarem falso testemunho de agressão a lei e a Deus contra os servos de Jesus Cristo: “Então subornaram uns homens, para que dissessem: Ouvimos-lhe proferir palavras blasfemas contra Moisés e contra Deus”

(At. 6.11). Os judeus, de acordo com o registro das Escrituras Sagradas, também nunca acusaram os cristãos de ensinarem que Deus fosse mais de uma pessoa. De igual modo nunca disseram ser afirmação dos cristãos que viveram os Atos dos Apóstolos que Deus fosse um ente composto por três

pessoas.

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